O CAMINHO


A idéia de convergência começou a tomar força através da leitura dos livros de Robert Webber, os quais foram descobertos por um crescente número de líderes que começavam a alimentar o mesmo desejo, não obstante não se conhecerem entre si. Simultaneamente, outros autores como Richard Foster começaram a falar sobre suas experiências e descobertas. Todos eles indicaram aos líderes os sinais e os teólogos da Igreja primitiva e seus escritos - os pais da Igreja.

Nesse cenário, pastores evangélicos e líderes das Igrejas carismáticas começaram a compartilhar uns com os outros suas dificuldades e, mesmo em contextos diferentes, eram capazes de identificar descobertas e experiências comuns. Todos expressavam os mesmos elementos sobre a “convergência” das correntes do cristianismo e havia neles um grande desejo de experimentá-los como uma realidade viva em suas vidas e congregações.

Não demorou muito para que o Espírito de Deus começasse a mostrar a esses líderes, nas Escrituras, a confirmação das suas descobertas e dos seus desejos comuns. Passagens como Mateus 13:52, Jeremias 6:16, Malaquias 4:5,6, Jó 8:8-10, como também João 17 foram alargadas ante seus olhos, reforçando ainda mais o que eles buscavam. Agora estava claro que estas eram indicações proféticas e sinais de que Deus estava falando a Igreja local acerca do seu desejo de restaurar o rio em sua plenitude através de uma convergência das correntes até então separadas (Salmo 46;4,5).

Reforçando o ”sopro” daqueles dias, em 1993, houve uma conferência em Oklahoma sobre o tema “Tesouros Velhos e Novos: a Convergência das Correntes do Cristianismo” patrocinada pela Fraternidade de São Barnabé. A Fraternidade era um grupo ecumênico de pastores e líderes que se encontraram nesta peregrinação comum e vieram a compartilhar ali suas descobertas, experiências e idéias.

Cerca de 75 líderes se reuniram na Igreja do Espírito Santo, pastoreada pelo então Padre Michael Owen, que havia sido anteriormente um pastor da Igreja da Videira. Presentes nesse pequeno, porém histórico acontecimento, estavam os fundadores da nova Igreja Episcopal Carismática, como também o padre Peter Gillquist da Igreja Ortodoxa de Antioquia (anteriormente um evangelista da Cruzada Estudantil para Cristo) , o professor Thomas Howard (autor de “Ser Evangélico não é o Suficiente”), o Rev. Bob Stamps (ex-Capelão da Oral Roberts Uiversity e o pioneiro deste conceito no campus de ORU na década de 1970), o Dr. Thomas Oden (professor de Patrística na Escola Metodista de Divindade, da Drew University), o Dr. Robert Webber e ainda o futuro bispo da Comunhão das Igrejas Episcopais Convergentes, o Revmo. +Paul Wayne Boosahda. Podemos dizer que a partir daí o movimento de convergência tomou os rumos que hoje conhecemos em todo mundo.


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